Is this really love?
É sabido que Fortaleza, como o Brasil inteiro, é assolado por modas. Não só no ramo de vestimentas, mas como musicalmente, esteticamente, politicamente e até moda de opiniões. Também, todo mundo já está cansado de saber que aqui é a capital do forró, que tem gente que massacra nossos ouvidos com essa música irritante e tal. Pois é. De uns tempos pra cá, o forró está disputando espaço com um estilo musical muito legal chamado reggae, que também todo mundo sabe é proveniente da Jamaica e que seu maior propagador mundial e mentor foi Bob Marley, junto dos seus Wailers. O Reggae virou moda por aqui. Todo mundo agora é regueiro desde pequeno, usa aquelas boinazinhas verde/amarela/vermelha (cores da bandeira jamaicana), quer ter uma banda pra cantar suas pedras roots, louvar Jah e o Rei Selassiê. Uma pena isso. Não por causa do estilo, mas pelo fato de saber que não é um movimento músico-cultural sincero e alicerçado, logicamente há exceções, mas na maioria são pessoas que tomaram gosto pela coisa por que outras pessoas tomaram esse gosto. Não viveram, não escutaram o suficiente pra saber o contexto histórico do Reggae. Sei que isso é papo de intelectual babaca, mas é a verdade. A mídia sabe disso e explora mais ainda esse povo. Alguém me diz, se há 1 ano a 1 ano e meio a Rádio Cidade ou a Maxi tinha um programa exclusivo de reggae? Se tocava na sua programação normal? Se apoiava alguma banda? Isso é ruim p/ reggae? É não, mas é pq eu sei que é um lance totalmente comercial, por que eu sei que isso vai passar rapidinho quando vier outra moda (tomara que eu esteja errado), como foi a do sertanejo, do axé entre outras. Diferentemente do Maranhão, que foi realmente um movimento popular difundido pelas radiolas (festas com som mecânico que só tocam reggae). Conheço gente que iam pra pagodes, festas de música baiana, daí pra pior e que agora são regueiros guerreiros do maranhão, que citam Bob Marley a toda hora, que só conhece as músicas da banda de reggae mais conhecida de Fortaleza: Dona Leda ou senão Planta e Raiz, cujo maior sucesso “A dois passos do paraíso” nem é deles, e sim uma banda chamada Blitz dos anos oitenta (será que os “regueiros” sabem disso?), que agora, ao invés de forró, colocam reggae no som gigantesco do carro p/ ganhar as cocotas. Gente que mudou seu visual (ou não) pra ficar por dentro, vai pro reggae bonitinha(o), com aquela tattoo à mostra pra impressionar. Não quero discutir o estilo, afinal gosto todo mundo tem o seu, mas é a forma como ele está sendo conduzido e manipulado. Não vou mentir que já fui pra um reggae justamente por isso tudo que eu disse anteriormente: moda. Por que senão não ia. Mas foi uma questão de custo benefício, que não vem ao caso discutir aqui. Fui vítima da moda? Fui. Admito. Acho um ritmo agradável p/ alguns momentos, mas um show inteiro é uma overdose pra mim. Não adianta eu me enganar. Mas quem vai e admite isso categoricamente? Agora os “regueiros” deviam cantar a música do Bob Marley e, realmente refletir sobre isso se for possível: “Is this love, what am I feeling?”.
Escrito por carjam7 às 01h45
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E.C.D.E.R.
Tem coisas que faço que são péssimas pra mim. Só eu sei. Mas é pq às vezes umas dores chegam repentinas e é preciso paliativos fortíssimos para que elas vão embora. Tenho medo até de magoar alguém nessas histórias, mas tento me policiar. Mas afinal: Extreme Conditions Demands Extreme Responses.
Escrito por carjam7 às 01h40
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O Silêncio é minha arma.
Ultimamente tenho me sentido como o personagem John Nash do filme Uma Mente Brilhante, em que ele, velho, ainda atormentado pela esquizofrenia, vê seu melhor amigo, a sobrinha desse amigo e um agente da CIA, todos frutos de sua mente. Porém, Nash os ignora tentando viver sua vida normalmente, mesmo sabendo que eles “estão ali”, vendo-os a todo instante. Pois bem, de vez em quando demônios meus vêm aparecendo e eu sei que eles estão sempre perto, faço de tudo para ignorá-los, mas os bichos são persistentes. A única forma que vejo para enfrentá-los é meu silêncio, pois sei que só eu os vejo, portanto, quanto menos eu lembrar, saber, comentar que eles existem, melhor pra mim. Quando eles aparecem, chego a perder o fôlego e até a fome, mas acho que devagarzinho estou tendo êxito, afinal eles não gostam nenhum um pouco do que estou fazendo com eles: desprezando-os e ignorando-os. Mesmo sabendo que eles “estão ali”.
Escrito por carjam7 às 01h18
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Grande Babau
Óê rapaz, tô postando da minha nova casa!! É a primeira vez...P/ quem mandei o novo telefone, ele já está prestando viu! Podem ligar agora! Esse fds foi Duca messs!! Saí, me diverti muito, gravei quase todos os baixos das músicas, cansativo, porém confortante...Além disso o Lucas me mostrou uma pérola da MPB, chama-se Babau do pandeiro, o cara é demais! Fiquei fã dele assim q ouvi a 1a. música do seu "compracto" (como ele chama seu CD) chamada "Bebe água galinha", os versos são de uma poesia ímpar. Fora os outros crássico: Chopada do magão, Bota a cabra p/ berrar, o calango e o bode...é sensacional. O cara é sincero, uma porrada nessa falsidade musical vigente, cheia de modas criadas (vide o reggae...q depois vai render um post) e músicas falando das vantagens de ter uma Hilux. Fiquei realmente impressionado (sem sarcasmo mesmo). Não tem frescura: o CD tem apenas um ritmo daquelas programações de bateria de churrascaria em ritmo de carnaval e não tem parada, são treze músicas direto. Então tem música que quando começa ele avisa: "essa é a otra...", fora outras q ele esquece a letra no meio e não tá nem vendo, espera entrar de novo na parte p/ ele começar, chama a Nira filha do Seu não sei quem...o melhor lançamento do ano até agora sem dúvida nenhuma. Recomendo mesmo. Me disseram que ele trabalha no Paratodos da Tristão Gonçalves, acho q vou lá p/ pedir um autógrafo e comprar o CD da mão dele e se conseguir vou tirar uma foto p/ colocar aqui. Viva vc Babau do Pandeiro ( e ele nem toca pandeiro....hehehe), vc é o cara.
Escrito por carjam7 às 15h44
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